Os imigrantes islandeses eram vistos com reservas pela maioria dos povos europeus, e em alguns lugares, como o interior da França e o norte da Espanha, com bastante hostilidade. Geralmente estranhados pela sua baixa estatura, e às vezes pela palidez incomum de suas peles, os imigrantes eram considerados estranhos, e seus hábitos exóticos: Um pequeno burocrata francês, por exemplo, jamais poderia entender o fato de a grande maioria dos islandeses não possuir sobrenome, usando apenas o nome de seus pais após o seu (por exemplo, um islandês chamado Auður Eiðsson, tivesse um filho chamado Pétur Auðsson, este teria, por sua vez, um filho cujo sobrenome será Pétursson ou uma filha de sobrenome Pétursdóttir, sem herdar o sobrenome do avô). O sobrenome comum só passou a ser usado na Islândia por volta de 1100, por famílias influentes ou de ascendência nobre que buscavam deixar evidente o status de sua herança (como os risastór Björt, de Akureyri, família da qual descende o Almirante Geir Björt, os tradicionais Bergþór de Isafjörður, o clã militar dos Lynd em Reykjavík, e a família Leynt, dos antigos legisladores de Kopavógur). Para os europeus, os coros festivos islandeses são muito desolados e de mau gosto extremo, ainda mais pelo fato de raramente possuírem qualquer acompanhamento instrumental senão tambores de som grave e uma estranha variedade de harpas de um timbre bizarro, e a culinária islandesa é considerada por muitos repugnante (hábitos como comer a cabeça, os testículos e os rins dos ovinos, salsichas de sangue, gelatina de raspas de pele e a carne apodrecida de peixes cartilaginosos são simplesmente enojados pelos europeus do sul) assim como a peculiaridade vista como grotesca de as crianças usarem como brinquedo as carcaças e os ossos das ovelhas (sobretudo as mandíbulas e o fêmur). Os europeus também acham ridículo a tradição já quase ancestral do "Jónsmessa", dia do ano em que os islandeses crêem que as vacas adquirem o poder de falar com as pessoas, que se não ouvem-nas da forma certa, podem mesmo vir a enlouquecer com a grande sabedoria bovina (a tradição dos islandeses representa as vacas como detentoras de grande sabedoria e dons de profecia, aos quais poucos homens são capazes de compreender. Uma vaca, segundo a lenda contada no Bók Byrja, teria avisado Einar Díðrik de que seu povo já poderia subir às superfícies de Reykjavík), e também acham obsceno o costume de nesse mesmo dia se rolar nu pela grama nas primeiras horas do dia afim de se ungir com o orvalho (que os islandeses acreditam possuir poderes curativos), e vêem como insanas e supersticiosas as mocinhas islandesas que saem aos quintais durante esse dia à procura das míticas e brilhantes "pedras dos desejos" e temem ser seduzidas por focas, que nesse dia se transformam em belos rapazes, ou atacadas por invisíveis criaturas zombeteiras, porém bondosas, conhecidas como "álfar", que vivem nas rochas, e no Jónsmessa aparecem durante a noite para os humanos.
Todas essas incompreensões ajudam a tornar a assimilação ainda mais impossível do que já é devido à mentalidade e à cultura dos próprios islandeses. Principalmente após a afirmação do Culto de Reykjavík em 1185, quando foi muito difundida a idéia da superioridade do sangue islandês sobre os europeus (principalmente os do sul, chamados de "pretos", com quem o simples contato físico já não é tolerado). Uma idéia de superioridade moral também é bastante sustentada, por isso os colonos islandeses evitam realizar comércio e transações com os locais, temendo a "inata desonestidade dos povos da Europa". Muitos dos colonos islandeses se recusam a pagar impostos aos estados europeus
O Bom Caminho
Sígur af Rétt
sábado, 2 de abril de 2011
quinta-feira, 31 de março de 2011
A Europa em 1189
Culto Neo-Europeu (Haia):
Santa Cidade de Haia:
Império dos Germanos:
Reino de França:
Reino da Inglaterra:
República Italiana:
Reino de Espanha:
República Holandesa:
Reino dos Magiares:
Reino dos Helenos:
União Helvética:
Reino de Malta:
República Portuguesa:
Estados Extintos
Reino de Faeroe:
Reino da Dinamarca
Reino da Noruega:
Reino da Escócia:
Reino da Irlanda:
Principado de Gales:
Minorias Neo-Européias
República Polonesa:
República Polonesa:
República Lituana:
República Finlandesa:
Reino dos Romenos:
Federação Búlgara:
Comunidade Albanesa:
Reino da Sérvia:
Federação Russa:
Mundo Mediterrâneo, África e Ásia:
Império dos Turcos:
Reino da Criméia:
União Egípcia:
Reino dos Núbios:
União Sudanesa:
Cidade Livre de Tobruk:
Cidade Livre de Túnis:
Cidade Livre de Sfax:
Cidade Livre de Trípoli:
Cidade Livre de Trípoli:
Cidade Livre de Racota:
Reino do Maghreb:
União Síria:
Federação Árabe:
Reino de Basra:
Reino de Bagdá:
Império do Irã:
Confederação Centro-Asiática:
Reino dos Afegãos:
Federação Armênia:
Reino dos Azeris:
República do Cáucaso:
Reino de Gonder: Grande reino redencionista a leste da Núbia e do Sudão, onde se agruparam nos fins do Tempo Negro, os últimos grupos da grandiosa civilização de Abbess, de negros não-saonis (aqueles que não professam a crença dos grupos chamados "Negros da Areia") que por muito tempo acreditou-se terem sido dizimados pelos ataques dos povos de línguas arábicas. Esse reino floresceu das ruínas da antiga Gwandar, próxima ao Lago Tana, agrupando numerosos grupos de negros crentes em um redencionismo muito próximo àquele professado pelos europeus de Haia e por alguns povos das regiões entre o Tigre e o Eufrates, tendo inclusive como figura central um "Ancestral", que chamam os gonderianos de "Yassoah" (chamado de Yishah pelos povos da região do antigo reino saoni de Aleirakh), que seria o grande espírito redentor dos pobres, que voltaria a cada 2500 anos para a partir do derramamento de seu próprio sangue, resgatar as almas dos bondosos a um mundo melhor. Sua religião prega a destruição do "inimigo saoni", responsável pela Queda (razão pela qual vivem em constantes guerras contra os estados vizinhos de Oromia, Tigre, Sudão, Somália e Núbia). Há entre eles uma pequena minoria conhecida como "Hilesh", que se afirma descendente do povo salvo por Yassoah. O povo gonderiano é falante de uma língua muito antiga aparentada levemente a alguns dos mais ancestrais falares arábicos do deserto, e com um alfabeto próprio que se afirma derivado da escrita dos "Filhos das Doze Luzes" (identificados como o Povo do Céu de Luz do culto de Haia). A maioria da população é muito pobre, vivendo do artesanato e de uma agricultura que é dificultada pelo solo infértil. Seu reino é conhecido pelos europeus como "Reino dos Altos Negros".
Reino de Oromia: Já nas primeiras décadas da dominação de Gonder sobre a região tradicionalmente atribuída ao lendário Império Abbess, a hostilidade aos saonis tornou-se algo presente de forma muito intensa na sociedade. Sabe-se que em um determinado momento do segundo século do Tempo Azul, o rei de Gonder, Girma, teria ordenado o massacre de todos os saonis de seu território, o que gerou uma massiva fuga rumo ao sul, onde, protegidos por seus aliados suaíles, derrotaram o exército gonderiano, e proclamado um reino saoni na região habitada pelo povo Oromo. Seu saonismo, embora muito influenciado pela linha sudanesa à qual seguem os suaíles, é baseado na interpretação egípcia do Zhurah. Seu povo vive em estado de grave pobreza, e o governo exerce uma autoridade extremamente repressora. A tensão com Gonder é constante, e o reino sobrevive graças às suas alianças com os estados suaíles, o Reino dos Somalis e o Reino de Tigre.
Reino de Tigre: A chamada Costa Vermelha foi durante muitos séculos disputada entre povos saonis e o Império Abbess. Essa região foi o lar de um numeroso povo de crença saoni, que em meados do Tempo Vermelho, se tornou independente de Abbess após um encarniçado conflito armado. Conta-se entre as tradições do povo tigre que aquele foi um período de inédita privação e sofrimento, no qual a violência, a fome e a insegurança reinavam sobre aquelas terras. Sabe-se por fontes de Gonder, que a situação daquela região só veio a piorar após as grandes guerras ocorridas no Tempo do Caos, que precipitaram o desmoronamento tanto de Abbess quanto de todos os estados à sua volta. Nessa época, parte do povo tigre foi forçado a se recluir na sua cidade principal, Ashmari (conhecida também como a Uma Cidade, cujo o nome na língua tigre significa "unidade"). Por um período de séculos, Ashmari foi uma das únicas cidades saonis seguras da Costa Vermelha, supõe-se que ainda na primeira metade do Tempo Negro, o grande muro de 15 metros de altura que rodeia a cidade tenha sido construído com a função de protegê-la dos ataques dos povos do deserto do sudeste. Com a formação e o fortalecimento do Reino de Gonder, tornou-se necessária uma maior união dos povos de fé saoni, o que favoreceu Ashmari tanto no sentido de inibir a invasão dos "Negros da Areia", que agora passavam a ver o povo tigre como aliado na resistência aos Altos Negros, quanto no sentido de fazer com que as pequenas e frágeis aldeias da Costa Vermelha jurassem fidelidade ao seu rei frente ao temor da investida de Gonder. Anexando voluntariamente parte das cidades da Costa Vermelha, e subjugando outras pela força, Ashmari passou a controlar um território de tamanho quase equivalente ao do seu lendário estado antecessor, e assim, sob o setro do rei Tesfalem II, novamente ostentou o nome de Reino de Tigre. No início do Tempo Azul, o Reino de Tigre já era suficientemente integrado para repelir as investidas gonderianas. Ocorreram várias tentativas de anexação por parte de Gonder no Tempo Azul (139, 348, 400, 722, 911 e 1047), dois tratados de redefinição de fronteiras (412 e 730) e quatro fracassadas tentativas de invasão do território inimigo (150, 352, 913 e 1049), sendo a única perda de território a área litorânea de Djei-Boud a Gonder. E embora não houvessem guerras há mais de 100 anos, as relações em 1189 ainda eram tensas, devido principalmente ao tradicional fervor guerreiro do saonismo árabe, do qual é sectário o povo tigre.
Reino dos Somalis:
União do Mali:
União de Ilhas do Oeste: Estado federado formado por três arquipélagos do Grande Oceano (Conairialas, Materiala e Gapo Bérteo) . Cada ilha possui um governo autônomo, subordinado apenas a um governante censor na capital Taenfire. Desconhecidas durante muito tempo, acredita-se que seu povoamento seja muito antigo, datando dos idos do Segundo Tempo do Ancestral e do início do Tempo Amarelo. Seu povo vive da pesca e da agricultura. Foram visitadas por magrebinos, malteses e espanhóis. Estes últimos tentaram tomá-las no ano 914 do Tempo Azul alegando se tratar das Ilhas Perdidas, prometidas pelo Mensageiro de Haia na Carta da Redenção. De fato esse povo insular se assemelha muito aos hispanos em idioma, fenótipo e alguns costumes. Seguidores de um redencionismo pacifista, que prega seu isolamento dos povos do continente, convivem com uma inexpressiva minoria de saonis e outra ainda menos importante de haianos. Não possuem representações diplomáticas nem militares em qualquer lugar. Rechaçaram a conquista maltesa no ano 1049.
Minorias Importantes
Bascos: Considerado o povo mais antigo e rude da Europa, sabe-se que existem desde o Tempo Branco, muito antes do nascimento do Ancestral. De uma história muito antiga, habitaram sempre a região oeste da fronteira franco-espanhola de ambos os lados, e suas tradições contam lendas que falam de perseguições que foram sofridas desde o Segundo Tempo do Ancestral e de inúmeras revoltas. Em uma época indeterminada do início do Tempo do Caos, teriam sido forçados a migrar para a região dos Pireneus, na conhecida "Marcha para o Noroeste", onde permaneceram isolados até os últimos séculos do Tempo Negro, preservando sua língua (euskera), sua escrita e sua cultura praticamente inalteradas, e retornando depois para reconquistar as aldeias hispanas do golfo de Biscaia, fazendo de Bilbao (Bilbo em euskera) sua principal cidade. A influência dos hispanos sempre esteve presente, mesmo numa cultura tão fechada, sobretudo após as últimas décadas do 2º século do Tempo Azul, quando a grande maioria dos bascos se converteu a Haia, o que diminuiu o número de resistentes à incorporação das terras biscainhas ao Reino de Espanha e à República Francesa. Houve porém, entre aqueles que permaneceram irredutíveis, um ardor ainda maior de fervor religioso (a antiga religião basca, existente desde a primeira metade do Tempo Negro, prega que seu povo seria o único que já alcançou a Redenção por nascimento, e portanto não deve se misturar com outras etnias que ainda se encontram sob a poluição de terem sido abandonados à terra pelo Ancestral após a Queda), o que gerou a formação e o fortalecimento de violentos grupos no poder das aldeias. Uma guerra encarniçada precedeu a completa anexação das aldeias bascas na Península Ibérica ao território espanhol (416), fazendo com que muitos cruzassem a fronteira com a França, onde o governo republicano não os perseguia. Estabeleceram-se então na região do extremo sul francês, onde sua principal cidade foi Maule-Lextarre, e sob um pequeno tributo mantiveram sua prosperidade até o ano de 1069, quando começou a ditadura de Jacques Pivért (1069-1081), que os considerava um povo perigoso e tentou extinguir sua língua e os remanescentes de sua religião. A situação piorou com a Grande Cisão em 1082, onde os bascos franceses, se recusando a aderir à França Branca, fundaram a República de Iparralde, que, hostil a brancos e negros e muito próxima às antigas idéias de superioridade basca, foi arrasada pelos brancos de Toulouse com um verdadeiro massacre, que forçou a quase totalidade dos bascos a cruzar novamente a fronteira espanhola. Com a afirmação da Dinastia dos Reis Morenos na França (1098), muitos voltaram a povoar a cidade de Maule-Lextarre, e toda a região de Zuberoa, além de extensas áreas em Lapurdi e na Baixa Navarra, contudo, a grande maioria dos Euskaldunak (como chamam a si mesmos) permaneceu em terras espanholas. Mesmo com uma pacificação relativa da região de Biscaia, ainda há violentos grupos secessionistas.
Catalães: A mais numerosa das minorias do Reino de Espanha habita uma larga área da costa mediterrânea, desde a cidade de Valência até a região de Narbonne, já em terras francesas (são maioria nas Ilhas Baleares e uma minoria na ilha de Sardenha, regiões administradas pelo Reino de Malta). Suas lendas falam de um estado que teriam administrado em Barcelona nos fins do Tempo Vermelho, mas que teria sido violentamente reprimido pelos hispanos, forçando o povo catalão a se exilar por longos anos (período que compreende todo o Tempo do Caos e a primeira metade do Tempo Negro) numa região montanhosa que chamaram de "Andor", voltando às suas terras por volta do 2º século antes da vinda do Mensageiro, e expulsando os hispanos das suas cidades de Barcelona, Tarragona e Valência, assim como das Baleares. Mesmo com a conversão majoritariamente voluntária ao Culto de Haia, a resistência catalã à adesão ao Reino de Espanha foi extremamente feroz, resultando numa guerra violentíssima (A Catalunha tinha um governo republicano similar ao francês, que só foi derrubado com a queda de Barcelona, em 489. O último foco de resistência, em Reus, perto de Tarragona, só foi vencido em 550), que fez com que muitos emigrassem para as ilhas e para a França, e empobreceu muito a região, que só voltaria a prosperar graças ao intenso movimento do comércio no Mediterrâneo (sobretudo com a França, a Itália e Malta). Em 1189, a Catalunha já é a região mais rica da Espanha, mas também uma das mais instáveis, com alguns movimentos de secessão que buscam romper com o autoritário regime monárquico.
Galegos: Povo que habita as regiões rurais da costa noroeste da Espanha. Assemelhados culturalmente aos portugueses, com quem praticamente partilham o mesmo idioma, e etnicamente aos irlandeses (provavelmente devido a migrações muito antigas, talvez datadas do Tempo Branco) fundaram três estados diferentes durante o Tempo Negro, após terem se refugiados de sucessivas perseguições sofridas por parte dos hispanos. Seu território foi incorporado ao Reino por volta do 2º século do Tempo Azul, e até o 5º século foi disputado pela Espanha com os portugueses. Em 1189, a grande maioria dos galegos estava assimilado aos espanhóis, havendo apenas um pequeno, porém poderoso, movimento separatista na região de Vigo.
Sodaques: Minoria espanhola praticamente assimilada aos locais, e quase totalmente convertida ao Culto Neo Europeu (há entre eles pouquíssimos saonis). São em alguns casos discriminados pela sua aparência asiática e por vezes africana (há muitos sodaques negros), e por alguns costumes distintos que preservam (às vezes esses costumes já foram abandonados há séculos mas continuam lhes sendo atribuídos), acredita-se que tenham migrado maciçamente não-se-sabe-de-onde para a Península Ibérica desde fins do Tempo Amarelo até meados do Tempo Vermelho. São comuns também em áreas periféricas das cidades portuguesas, onde compõem núcleos majoritariamente formados por negros, e sofrem uma discriminação ainda mais pesada.
Gibraltinos: Povo miscigenado de britânicos, mouros e hispanos, habitam uma pequena ilha rochosa no estreito de Gibraltar. Constituíram um reinado autônomo no 5º século do Tempo Azul, se expandindo até Cádiz (em sua língua Gaden) por volta de 490. Sua pequena população não pôde resistir à conquista pela Espanha no ano 688, e foi rapidamente convertida ao Culto Neo-Europeu. Em 1189, os gibraltinos encontram-se praticamente assimilados aos hispanos, tendo cerca de 20% dos seus indivíduos ainda falando o "geibraltere" como língua materna, e uma minoria de saonis, conseguindo manter sua crença às margens do Reino.
Arbereses: Minoria do sul da Itália, de língua aparentada ao antigo albanês, e praticante de um saonismo moderado (embora um número crescente venha se convertendo ao Culto Neo-Europeu). Somam cerca de 30 mil indivíduos, e sua maior comunidade (8 mil pessoas) está na cidade italiana de Bari.
Ogerianos: Já se havia conhecimento de indivíduos de origem saariana e árabe vivendo em terras francesas desde o Segundo Tempo do Ancestral. Essa presença se intensificou principalmente a partir dos idos do Tempo Amarelo e da primeira metade do Tempo Vermelho. Diz-se que nessa época, tais povos possuíram estados relativamente grandes no norte de África, mas devido à tirania e a miséria que enfrentaram durante muitos anos, foram forçados a refugiar-se em terras francesas. Em seu novo país, muitos enfrentaram o preconceito e pequenas perseguições populares, que se intensificaram a partir da Grande Guerra que precedeu a Queda. A participação de saonis no conflito gerou hostilidade tal, que fez com que grande parte dos ogerianos tivesse que negar sua fé ou esconder-se em abrigos subterrâneos. Com o advento do Mensageiro de Haia, grande parte se converteu ao Culto Ne0-Europeu, e devido as exigências do mesmo na "Carta à França", as perseguições praticamente cessaram até a era Pivért, quando os ogerianos, relacionados com o Povo do Céu Cinzento, foram novamente vítimas de verdadeiros expurgos (Cerca de 400 mil mortos). Foram eles que em 1082 formaram os alicerces da França Negra, tendo suas maiores fortificações em Paris-Sud, em Marseille e Montpellier. Durante a guerra houve uma intensa onda de emigração para as cidades livres da África (cerca de 100 mil), mas com o estabelecimento da monarquia sob os Garrett, muitos retornaram à França. Houve também mais uma onda de conversões a Haia (em 1189 cerca de 70% dos indivíduos de origem ogeriana eram seguidores do Culto).
Noagres: A enorme comunidade de indivíduos negros na França é muito antiga, sabendo-se que teriam vindo do continente africano, de terras a sul do Saara, esparsamente no Tempo Amarelo e maciçamente no Tempo Vermelho. Tratados com hostilidade por séculos, foram sempre deixados à margem da sociedade, enfrentando períodos de severa miséria no Tempo Vermelho e no Tempo do Caos. Durante a primeira metade do Tempo Negro, já compunham juntamente com os ogerianos (aos quais muitos se aproximavam devido sua fé saoni) a parcela majoritária de muitas cidades francesas (sobretudo no sul). Com a chegada do Tempo Azul, e as diretrizes ordenadas pelo Mensageiro de Haia na "Carta à França", a discriminação torna-se um problema bem menos sério, fazendo que a enorme maioria das comunidades noagres aceite pacificamente a incorporação à República Francesa, e haja uma conversão em massa de seus indivíduos ao Culto Neo-Europeu. Os primeiros séculos do Tempo Azul, marcam portanto uma época de prosperidade para os negros franceses, que só seria abalada (e seriamente abalada) com a ascensão da ditadura pivertiana no ano de 1069 (até 1081, cerca de 300 mil pessoas seriam massacradas pelo regime de Pivért). Com a morte do tirano, organizam-se diversos levantes na área sul de Paris, o que ocasionou a Grande Cisão de 1082, na qual tanto a cidade quando toda a República Francesa são divididas entre França Branca (formada pelos franceses ditos "puros" favoráveis a Pierre Cerdan, sucessor de Pivért) e França Negra (formada por uma grande união das comunidades de maioria noagre e ogeriana). Uma terrível guerra civil deixaria mais 700 mil mortos entre os negros até a afirmação dos Reis Morenos em 1098 (a última resistência da França Negra foi esmagada pelas tropas reais em 1102, na cidade de Perpignan).
Beogeans: Minoria que habita o sul das terras holandesas, falantes de uma língua próxima ao francês e praticantes da religião de Haia (à qual teriam sido convertidos muito precocemente por volta do ano 12 do Tempo Azul, durante as peregrinações do Mensageiro). São um povo bastante numeroso (quase 2 milhões de indivíduos) e preservam muito da memória de eventos anteriores à Queda, alegando terem integrado um reino independente nas regiões de Brussels, Liège e Antuerpen durante o final do Tempo Amarelo e todo o Tempo Vermelho. O reino teria caído frente à Grande Enchente e ao destruidor ataque de um freixo maligno vindo do leste, ao qual os beogean chamam de "Moumanzee". Nos cinco séculos seguintes, grande parte daqueles que permaneceram em Brussels sucumbiram às nuvens negras.
Durante o tempo das segundas enchentes (por volta do quarto século do Tempo do Caos) teriam migrado para as montanhas do leste e se miscigenado com os últimos sobreviventes do legendário povo do príncipe de Loussamboro, adquirindo alguns de seus hábitos e suas memórias. Só puderam voltar a ocupar suas terras originais no início da segunda metade do Tempo Negro, quando da dissipação completa das nuvens negras e do recuo da inundação nas porções mais ocidentais, e ali viveram em pequenas organizações de cidades independentes (sendo Brussels a maior de todas). Assimilaram-se rapidamente aos holandeses, e no ano 91 do Tempo Azul todos os seus núcleos já estavam incorporados à República Holandesa. Conseguiram por muito tempo manter seus costumes e cultura, mas logo suas minorias mais conservadoras entraram em choque com as políticas de homogeinização cultural de Amsterdã durante o oitavo e décimo séculos (no ao 976 houve um levante violentamente reprimido em Antuerpen). Há ainda um grupo separatista muito influente atuando na região de Liège conhecido na língua local como "Sozyatae des Livrateers de Beogeque", que é conhecido por sua discrição e pela incapacidade do governo holandês de combatê-lo.
Elzazisch: Minoria de origem alemã que habita o extremo leste da França. Apesar de manifestarem a fé de Haia desde o 1º século do Tempo Azul, são conhecidos e discriminados por serem o povo que em meados do Tempo Negro, teria conquistado e exterminado o povo do Principado de Loussamboro, do qual era descendente o Mensageiro de Haia. Com a Grande Cisão de 1082, os elzazisch, concentrados principalmente em Metz tentaram ingressar à Confederação Germânica, sendo invadidos e conquistados pelos brancos de Dijón.
Germanos do Sudeste: Grupos de alemães que habitam as áreas orientais do Império, concentrando-se sobretudo em Viena. Vivem em sua maioria de atividades rurais e preservam um dialeto germânico datado do Tempo Vermelho. São fervorosos seguidores da Fé de Haia, e há minorias significativas na Hungria e na Romênia.
Zeks: Minoria que habita o extremo leste da Alemanha e o extremo oeste da Hungria. Em terras germânicas se concentram basicamente em uma cidade chamada Prahik, da qual formam quase 90% da população (os zeks de Prahik se denominam "bohin") e em outra chamada Beernkon (onde são chamados "moriaws" e compõem um pouco mais de 4o% dos habitantes). Em solo húngaro na cidade de Boratzilávcay (chamam a si mesmos zilofenska) de onde são 70%.
Acredita-se que tenham resultado da fusão de dois povos outrora soberanos no final do Tempo Vermelho e no começo do Tempo do Caos. Falam uma língua distantemente aparentada ao polonês do Tempo Vermelho, e são caracterizados por não manterem qualquer crença nem no Ancestral, nem na Redenção, nem em qualquer coisa além da vida mortal e terrena (isso os faz mal-vistos sobretudo na Hungria, onde uma onda de violência popular em 1098 causou a morte de centenas de indivíduos), embora haja uma minoria seguidora liturgia húngara do Culto de Haia, sobretudo entre os zilofenska.
Hrwatze: Minoria de origem eslava ocidental que habita a margem leste do Mar Adriático, e cujas terras foram atribuídas por Haia à Itália, que conquistou a área no ano 187 do Tempo Azul. A população, composta por camponeses rapidamente se converteu ao Culto Neo-Europeu e se assimilou aos italianos. A emigração para áreas mais urbanizadas da república é constante. Os hrwatzes preservam sua língua e alguns ritos do subterranismo eslavo, que são mal vistos pelos haianos mais ortodoxos.
Makedonen: População mista de gregos e eslavos que habita as regiões limítrofes dos Reinos dos Sérvios e dos Helenos. São seguidores, em sua maioria, do subterranismo eslavo, havendo também uma importante minoria de haianos. São citados pelo Mensageiro na "Carta aos Helenos" como descendentes degenerados do povo do Jovem Rei Alemagnes, que teria construído o maior de todos os impérios do Tempo Branco. O Culto de Haia atribui aos makedonen o status de "protegidos" dos gregos.
Breizhiz: Minoria francesa muito aparentada aos povos que habitam o País de Gales e extensas regiões da Irlanda. Teriam sido quase exterminados durante o Tempo do Caos, sobrevivendo nas áreas rurais mais isoladas. Assimilados parcialmente aos franceses, foram visitados pelo Mensageiro durante as suas primeiras peregrinações e convertidos ao Culto de Haia. Permaneceram conservando sua língua (brezhoneg) e grande parte dos seus costumes sob o domínio da República Francesa até a ditadura de Pivért, quando foram duramente perseguidos erguendo-se contra o governo central em Paris e constituindo um estado independente (República de Bretanha, 1078), que após a Grande Cisão passou a ser protegido do Reino da Inglaterra, tornand0-se província inglesa em 1084, quando uma tentativa de invasão pelos brancos de Rouen foi detida pela marinha inglesa. Após a constituição do Reino de França em 1098, os Reis Morenos passaram a reinvidicar as terras bretãs, o que gerou uma crise diplomática intermediada por Haia que se arrastou até o ano 1115, quando o mensageiro Olivier Amantius determinou a devolução do território à França. A decisão do Culto, contudo, não foi aceita pelos ingleses, e seguiu-se uma prolongada guerra de 1116 a 1120, que resultou com a tomada do território pelo rei Edmond II (30º dia do mês Real do ano 1120 do Tempo Azul). Após a guerra, a empobrecida região da Bretanha voltou a prosperar, sob o regime de tolerância étnica da Casa de Garrett. As atividades portuárias ganharam novo impulso, e Brést tornou-se o segundo porto da França, sendo superado apenas por Marselha, contudo, esse progresso, tomado como orgulho pelo povo breizhiz, o que fomentou um movimento separatista de elites comerciárias que teve rápido crescimento na década de 1150. O movimento não é armado e é tratado com certa negligência pelas autoridades do reino, que vêem como improvável qualquer levante significativo.
Manx: Povo de origem inglesa, que habita a Ilha de Man. Permaneceram isolados desde o tempo da Queda até a segunda metade do Tempo Negro, preservando muitos costumes ancestrais. Converteram-se parcialmente ao Culto de Haia, e fundaram um estado unificado por volta do 2º século do Tempo Azul, mas, sendo um povo pouco numeroso, não puderam resistir à conquista galesa, embora sua ilha tivesse preservado uma respeitável autonomia (um dos quatro príncipes menores de Gales é o príncipe de Man).
Alands: Minoria de origem sueca que vive nas ilhas bálticas finlandesas. Vivem em sua maioria em comunidades pesqueiras. Seu idioma se distingue do sueco apenas por uma relevante influência do finlandês e pelo uso ainda corrente de muitas formas gramaticais que remontam ao idioma sueco do Tempo Vermelho.
Escanos: Minoria dinamarquesa habitante das áreas ao sul da Suécia. Concentram-se principalmente em Malmö (30% da população) e denominam a si mesmos de "Joettarn". Conhecidos entre os suecos por sua prática dedicada da religião haiana, também participam ativamente do comércio.
Laatvietus: Minoria báltica grandemente influenciada pelos russos, lituanos e finlandeses. Constituíram uma comunidade de pequenos clãs em torno de Riga durante o Tempo Negro, que teria durado até o ano 406 do Tempo Azul, quando foram invadidos pelos finlandeses. Foram novamente independentes de 600 a 1102, quando formaram uma república próspera para onde migraram muitos alemães, fortalecendo a fé de Haia frente ao subterranismo russo dominante. Houve grande resistência da população à proposta feita por Berlim de adesão à Confederação Germânica no ano 1098. Os alemães exploraram então ao máximo sua influência no alto escalão do Culto Neo-Europeu para obter de Haia a permissão para invadir o território no ano 1101. A resistência foi feroz, mas em 1102 os germânicos entravam em Riga, e os laatvietus se tornavam compulsoriamente membros da Confederação Germânica e posteriormente súditos do Império dos Germanos.
Eesti: Povo de origem próxima à dos finlandeses, teriam sobrevivido aos eventos da Queda exilando-se nas grandes florestas do Báltico. De uma memória bem preservada, reocuparam sua capital Talin por volta do antepenúltimo século do Tempo Negro, e sob suas ruínas, reorganizaram-se em uma grande sociedade baseada em clãs divididos em numerosas aldeias. Desenvolveram contato privilegiado com os povos russos e com os finlandeses no início do Tempo Azul, se unindo voluntariamente em uma república unida com a Finlândia no ano 850. Por ocasião de conflitos com a Confederação Russa entre 983 e 1001, separaram-se novamente, permanecendo livres e assimilando bem os imigrantes alemães que lá chegaram nos 50 anos seguintes (a aceitação dos haianos era grande, apesar da maioria dos eesti ser descrente tanto na Redenção quanto no Reino Oculto). A influência dos germânicos cresceu com o enriquecimento dos mesmos, e sob autorização de Haia, a Confederação Germânica não teve dificuldades em anexar a República de Talin no ano de 1101.
Krasinska: Numeroso grupo que habita os campos do sudoeste da Confederação Russa, e são majoritários nas cidades de Kiu, Garkiu e Yodes. Muito aparentados aos polacos, foram por muito tempo chamados de "Zernui Polkey", ou "polacos negros" pelos russos. Produzem grande parte dos cereais e gêneros vegetais consumidos na Rússia, e suas elites são cada vez mais representativas na política da Confederação. De uma memória bastante preservada, em 1189 eram rígidos seguidores do subterranismo, mas ainda preservavam mitos que falam de grandes misérias e fomes, e muitos ainda usavam seu antigo calendário (substituído pelo de Haia por volta do ano 300 do Tempo Azul), que tinha por começo um terrível desastre conhecido como a Grama Negra, que segundo o Culto Neo-Europeu teria sido a primeira das "Cem Mil Nuvens de Peste" a atingir a Europa no Tempo Vermelho.
Beolrassiye: Se denominam descedentes dos "russos puros", ou "russos inocentes", que não teriam sido responsáveis pelos eventos da Queda. Reivindicaram em 1098 a posse da cidade lituana de Minos, alegando ser sua "pátria por direito", mas foram rapidamente derrotados, havendo a violenta dizimação de dois terços de seus homens, segundo relatos dos próprios lituanos. Em 1189, estavam em via de desaparecimento, restando pouco mais de 1000 indivíduos espalhados em aldeias rurais da República Polonesa, da República Lituana, e da Federação Russa. São subterranistas dedicados.
Uhorska: Minorias neo-européias de origem magiar, que ocupam as áreas norte do Reino dos Sérvios e oeste do Reino dos Romenos. Conhecidos pela resistência voluntária em se miscigenar aos nativos. Maioria no norte da Transilvânia, sofreram repressão por parte dos romenos por resistirem à conversão ao subterranismo, o que forçou a intervenção do Reino dos Magiares, que tomou uma larga área da região após uma dura guerra (1106-1109).
Albions: Minoria do norte e oeste da Escócia. De cultura aparentada aos galeses e aos kaeleik da Irlanda, vivem na região de Kalaedon e nas porções setentrionais das Terras Altas. Praticam o comércio marítimo, e a pesca, e professam o mesmo redencionismo dos irlandeses, não havendo conhecimento de neo-europeus entre eles. Os albions se tornaram conhecidos devido ao Ghàidhealtachdenna, um grupo mercenário das Terras Altas, que desempenhou papel fundamental entre as fileiras islandesas que invadiram as Ilhas Faeroe e a Noruega.
Frysk: Minoria de origem nórdica localizada nas áreas ao norte da República Holandesa e ao extremo leste do Império dos Alemães. Conhecidos pela sua tradição como exímios marinheiros, vivem da pesca e do cultivo da terra, havendo entre eles elites muito ricas e influentes na política da Holanda e mesmo de Haia. São fiéis ao Culto Neo-Europeu, e falam uma língua profundamente influenciada pelo dinamarquês e pelo alemão do Tempo Vermelho.
Kaeleik: Povo cada vez mais numeroso nas áreas rurais irlandesas, sobretudo no oeste. São etnicamente muito próximos aos galeses e aos escoceses do noroeste. Se organizaram durante o Tempo do Caos em diversas aldeias no oeste, que mais tarde, ao fim do Tempo Negro, se organizaram em dois reinos: Connachtadd e Kaelli Mhé, sendo o primeiro soberano de toda a região norte da Irlanda, e espalhando o Redencionismo Irlandês por todas as ilhas britânicas. Connachtad só viria a ser conquistada pelo Reino da Irlanda, sediado em Dublin, no ano 234 do Tempo Azul, mas ao contrário do que ocorreu na época do Mensageiro com a conversão inglesa a Haia, a maioria dos irlandeses, inclusive os reis, continuaria seguindo a fé dos kaeleik.
Sardos: Minoria de origem muito aparentada aos italianos que vive e é majoritária na ilha de Sardenha, que fora atribuída à República Italiana pelo Mensageiro de Haia, mas invadida e conquistada pelo Reino de Malta por volta de 987. Após a conversão maltesa ao Culto Neo-Europeu (1033), permaneceram por tratado sob o setro de Ta Q'Ali, sendo esse domínio legitimado por Haia. Houve uma grande revolta corso-sarda em 1070, reprimida duramente por Malta, e ainda largamente evocada na memória dos sardos.
Corsos: Minoria de expressão francesa que vive na ilha de Córsega, sendo súdita do Reino de Malta. Menos numerosos que os sardos, resistiram durante um ano à conquista maltesa entre 981 e 982. Sediaram em sua capital Ayache a efêmera República da Córsega-Sardenha, esmagada por Malta em 1070. A ilha, povoada em sua maioria por pescadores e camponeses, ainda é foco de violentos movimentos de secessão.
Cretenses: Povo de origem grega que habita a ilha de Creta, pertencente ao Reino de Malta. Formavam uma nação independente, precocemente convertida a Haia, que resistiu à conquista grega, embora sua terra tenha sido atribuída ao Reino dos Helenos pelo Mensageiro de Haia (incursões gregas em 302, 579 e 967). Seu reino não foi capaz de resistir à conquista maltesa no ano 999.
Rodanos: De origem praticamente idêntica aos cretenses, foram invadidos pelos turcos de Bursa em 509, sendo a eles submetidos até o ano 614, quando o Reino de Creta os conquistou e instaurou o Culto de Haia na região. Foram conquistados no fim do ano 998 por Malta.
Cipriotas: Povo mesclado de gregos e turcos que vive na ilha de Chipre. Constituiram dois estados muito antigos (existentes desde o terceiro século do Tempo do Caos): Um grego (Kepron) e um turco (Kaybriz). Os dois estados foram devastados inúmeras vezes durante séculos, até o primeiro século do Tempo Negro, quando a população, já em grande parte mesclada, resolveu unificar a ilha em um só reino ( Keybros, na nascente língua cipriota). Sabe-se de tentativas de invasão de povos da Síria e depois do Egito, nenhuma tendo logrado êxito. A religião saoni foi praticamente extinta com a atuação de missionários haianos vindos da Grécia e da Itália entre o terceiro e o quarto séculos do Tempo Azul (o que desenvolveu uma nova etapa da influência grega na sociedade cipriota). O Reino de Chipre existiu até 995, quando, após dois anos de resistência, se entregou finalmente ao poderio de Malta.
Alshahari: População originalmente saoni que é majoritária na Província da África Maltesa (em maltês, Malti Affrikyian), sendo minoria nas ilhas da Sardenha, da Córsega e de Malta. São divididos em três grupos distintos: Os alurani, são conhecidos por possuir a pele um pouco mais clara (embora ainda sejam morenos) e são extremamente aparentados aos ogerianos da França. Costumam habitar as faixas litorâneas da África Maltesa, sobretudo a cidade de Oran, onde mantiveram um pequeno estado, antes da conquista por Malta. Nas épocas mais poderosas do Império, cerca de 80% dos alurani foram convertidos ao Culto Neo-Europeu, o que desencorajou em grande parte a luta contra o governo de Ta Q'Ali, embora haja alguma resistência nas áreas mais pobres de Oran, onde a maior parte da população é sectária de uma forma extremamente enrijecida do saonismo egípcio, e nas aldeias situadas em volta das ruínas que são atribuídas à antiga e legendária cidade de Alger. Os alyeferikhi vivem nas porções da África Maltesa em pequenas minorias, sendo que a maior parte de seu povo migrou para as cidades saonis livres (Túnis, Sfax, Trípoli, Tobruk e Racota) logo após a guerra egipto-maltesa (1019 a 1033). Os que permaneceram no Reino de Malta vivem do comércio com os viajantes europeus e as caravanas do deserto.
Sardos: Minoria de origem muito aparentada aos italianos que vive e é majoritária na ilha de Sardenha, que fora atribuída à República Italiana pelo Mensageiro de Haia, mas invadida e conquistada pelo Reino de Malta por volta de 987. Após a conversão maltesa ao Culto Neo-Europeu (1033), permaneceram por tratado sob o setro de Ta Q'Ali, sendo esse domínio legitimado por Haia. Houve uma grande revolta corso-sarda em 1070, reprimida duramente por Malta, e ainda largamente evocada na memória dos sardos.
Corsos: Minoria de expressão francesa que vive na ilha de Córsega, sendo súdita do Reino de Malta. Menos numerosos que os sardos, resistiram durante um ano à conquista maltesa entre 981 e 982. Sediaram em sua capital Ayache a efêmera República da Córsega-Sardenha, esmagada por Malta em 1070. A ilha, povoada em sua maioria por pescadores e camponeses, ainda é foco de violentos movimentos de secessão.
Cretenses: Povo de origem grega que habita a ilha de Creta, pertencente ao Reino de Malta. Formavam uma nação independente, precocemente convertida a Haia, que resistiu à conquista grega, embora sua terra tenha sido atribuída ao Reino dos Helenos pelo Mensageiro de Haia (incursões gregas em 302, 579 e 967). Seu reino não foi capaz de resistir à conquista maltesa no ano 999.
Rodanos: De origem praticamente idêntica aos cretenses, foram invadidos pelos turcos de Bursa em 509, sendo a eles submetidos até o ano 614, quando o Reino de Creta os conquistou e instaurou o Culto de Haia na região. Foram conquistados no fim do ano 998 por Malta.
Cipriotas: Povo mesclado de gregos e turcos que vive na ilha de Chipre. Constituiram dois estados muito antigos (existentes desde o terceiro século do Tempo do Caos): Um grego (Kepron) e um turco (Kaybriz). Os dois estados foram devastados inúmeras vezes durante séculos, até o primeiro século do Tempo Negro, quando a população, já em grande parte mesclada, resolveu unificar a ilha em um só reino ( Keybros, na nascente língua cipriota). Sabe-se de tentativas de invasão de povos da Síria e depois do Egito, nenhuma tendo logrado êxito. A religião saoni foi praticamente extinta com a atuação de missionários haianos vindos da Grécia e da Itália entre o terceiro e o quarto séculos do Tempo Azul (o que desenvolveu uma nova etapa da influência grega na sociedade cipriota). O Reino de Chipre existiu até 995, quando, após dois anos de resistência, se entregou finalmente ao poderio de Malta.
Alshahari: População originalmente saoni que é majoritária na Província da África Maltesa (em maltês, Malti Affrikyian), sendo minoria nas ilhas da Sardenha, da Córsega e de Malta. São divididos em três grupos distintos: Os alurani, são conhecidos por possuir a pele um pouco mais clara (embora ainda sejam morenos) e são extremamente aparentados aos ogerianos da França. Costumam habitar as faixas litorâneas da África Maltesa, sobretudo a cidade de Oran, onde mantiveram um pequeno estado, antes da conquista por Malta. Nas épocas mais poderosas do Império, cerca de 80% dos alurani foram convertidos ao Culto Neo-Europeu, o que desencorajou em grande parte a luta contra o governo de Ta Q'Ali, embora haja alguma resistência nas áreas mais pobres de Oran, onde a maior parte da população é sectária de uma forma extremamente enrijecida do saonismo egípcio, e nas aldeias situadas em volta das ruínas que são atribuídas à antiga e legendária cidade de Alger. Os alyeferikhi vivem nas porções da África Maltesa em pequenas minorias, sendo que a maior parte de seu povo migrou para as cidades saonis livres (Túnis, Sfax, Trípoli, Tobruk e Racota) logo após a guerra egipto-maltesa (1019 a 1033). Os que permaneceram no Reino de Malta vivem do comércio com os viajantes europeus e as caravanas do deserto.
Povos do Norte: Este é o nome genérico dado a numerosos grupos de caçadores (muitos já extintos) que habitam as regiões mais remotas e geladas das florestas no norte da Rússia, Noruega Suécia e Finlândia principalmente. Conhecidos por sua aparência peculiar (similar a certos povos da Ásia) e por seus hábitos, língua distintos, chamam a si mesmos de "sámen" e vivem em isoladas e esparsas aldeias, onde praticam a caça e a pesca como base de sua subsistência. Foram quase extintos na Rússia durante o 4º século do Tempo Azul por sua recusa em aderir à Federação. Devido a um rigoroso inverno, cerca de 30 mil deles migraram nos anos 660 e 661, rumo ao sul da Finlândia, onde foram assimilados sem tantas dificuldades à população das cidades. Mais uma leva de 5000 indivíduos rumou para terras suecas, onde sua integração difícil os fez viver em comunidades isoladas, que anos mais tarde foram palco de extrema repressão durante o reinado de Sven IV (Massacre de Upsalla, 773). Em, 1189 havia menos de 2000 sámen na Suécia, 689 na Noruega, pouco mais de 1000 na Federação Russa e cerca de 13 mil na República Finlandesa.
Svalbardska: Minoria mista de noruegueses e russos que habitam as ilhas de Svalbard, atribuídas por Haia ao Reino da Noruega. São vistos pelos demais noruegueses, como os "ancestrais perdidos" de seu povo, que embora sejam considerados primitivos, são respeitados como bons súditos do rei e bons seguidores do Culto. Seu primitivo idioma é chamado de "neynarske" e sua única cidade significante é Longyearbyen, com 1.300 habitantes. Vivem basicamente da caça e da pesca.
Alemannisch: Minoria na França, na Alemanha e na Itália, esse grupo é majoritário na União Helvética. Suas terras teriam sido invadidas por volta do 1º século do Tempo do Caos, forçando-os a migrarem para parte mais altas dos Alpes. Lá, os alemmanisch preservaram indentidade e cultura próprios, e já no Tempo Negro desceram das terras nevadas e bateram-se contra os povos que conheciam como "schwizren" no norte, e se assimilaram ao sul e a oeste com o povo gienes do grande lago do oeste e com o povo elveti que vivia a sul das montanhas brancas. A essas duas etnias, impuseram sua língua e suas crenças, adotando uma corruptela do nome desses últimos para denominar a si próprios (Alfezische). Converteram-se a Haia tardiamente, por volta do ano 202 do Tempo Azul, e fundaram a União Helvética.
Dyrkisch: Povos de origem asiática espalhados pelas terras germânicas desde datas imprecisas. Se concentram principalmente na área de Essen e em zonas periféricas de Berlim, Bonn e Munchen, formando comunidades fechadas e intolerantes quanto a membros de fora, que costumam chamar de "yebandce". São seguidores de uma forma conservadora do Saon, à qual, em grande parte do território alemão, só puderam praticar livremente a partir de 1138.
A Islândia em 1189
O décimo segundo século da vinda do Mensageiro de Haia representou uma virada incrível na história dos islandeses. Aquilo que em 1100 era um reino próspero, porém pobre dependente da pesca e de um comércio muitas vezes desfavorável com a Noruega e a Irlanda, chegava àqueles dias de 1189 como a grande potência ascendente, não só do continente europeu, mas como de todo o Hemisfério Norte. O Império Islandês, que começara com a corajosa expulsão dos administradores noruegueses pelo príncipe Sígur III através da Declaração de Reykjavík, e que só fora reconhecido por Haia e pela Noruega em 1145, com certa antipatia, já completava seus 46 anos de vertiginosa expansão, tendo multiplicado desde 1163, quando da fundação da colônia groenlandesa de Brosið, (em islandês "sorriso"), que segundo uma lenda bastante difundida, deve seu nome ao sorriso do seu primeiro colonizador, Pétur Ljünðsson ao receber em sonho a visita de um ser de luz durante a primeira noite que avistaram a imensidão da nova terra, dizendo-lhe que aquele seria o primeiro passo da "ilha do topo do mundo" à conquista do "seu Mundo".
A expansão do Império Islandês já era de fato algo discutido mesmo antes de sua independência. Os acontecimentos do começo do século foram desastrosos: A queda do Reino em 1112 devido à irresponsabilidade do rei Eirikur I em fechar o porto de Reykjavík e sobretudo o terror ainda marcante representado pela brutal invasão do rei irlandês Owen II e seus seguidores em 1121, que resultou no estabelecimento da efêmera Nova Hibérnia, que quase obteve êxito na conquista da Islândia, sento detida apenas pelo intermédio bem-sucedido de Reykjavík junto à Noruega, que esmagou os invasores em Faxaflói (mês Cinzento do ano 1132), e resultou na imposição do Principado e da proteção norueguesa através do Tratado de Jørpeland, e anos mais tarde na vergonhosa derrota na Guerra da Escandinávia (1140-1142). Todos esses eventos, principalmente após 1158, com o pronunciamento de Ólafur Leynt no Alðing que deu início à estruturação do Primeiro Plano de Expansão do Império Islandês, fomentaram muito a idéia de que a Islândia não mais deveria ser uma ilha isolada e depender apenas do comércio nem sempre favorável com as nações da Europa. Ao mesmo tempo, havia um temor ainda maior de que devido ao seu isolamento e à sua pequena força militar, a Islândia ficasse novamente suscetível a invasões estrangeiras e a atentados contra a sua soberania. O Império Islandês deveria impor respeito mostrando seu poderio e sua grandeza a partir de extensos domínios. Esse expansionismo era olhado com reservas pelo imperador Sígur III, mas extremamente incentivado por seu herdeiro, o príncipe Dágur Sígursson. Com a morte de Sígur, e a coroação de Dágur I na segunda metade do ano de 1162, a expansão tornou-se uma prioridade imediata, e seu destino inicial seria submeter vassalos e agregar aliados entre as pouco povoadas e enfraquecidas nações da América do Norte.
Derrotando o fraco rei Yutke, da Groenlândia e firmando consistentes alianças com os povos conhecidos como "canadiens" (organizados em cidades independentes, sendo as mais importantes Montreal, Toronto e Ottawa), os islandeses subjugaram o Estado do Grande Saguenay (única ameaça relevante na região) e tornaram-se os grandes senhores do Canadá (em 1172, após a vitória islandesa sobre o Grande Saguenay em Tadoussac, o pacto de aliança torna-se um pacto de proteção, fazendo com que os canadiens se tornem súditos do imperador Dágur I). Comercialmente, essa primeira expansão possibilitou o contato dos islandeses com outros povos e a fundação de praças mercantes bastante lucrativas (Massachussets, Manhattan e Rhode, 1172; Illinois, Michigan e Niagara, 1173), o que gerou muito lucro principalmente para as poucas famílias de islandeses que se aventuravam à imensidão da América Islandesa (desde o Bók Byrja, livro escrito Íngólfur Eiðsson por volta do ano 520, e que continha lembranças narradas entre os islandeses que vinham desde o Tempo do Caos, temia-se as pestes que, acreditava-se, assolavam os americanos desde os anos do Opinberun), e que comercializavam produtos inexistentes na Islândia e, em grande parte das vezes, mesmo em toda a Europa. A qualidade de vida dos islandeses, contudo, não melhorou muito, e com o crescimento constante da população, muitas famílias emigravam, sobretudo do interior da ilha, rumo ao continente europeu (os principais destinos eram os países nórdicos, a Alemanha, a França, a Polônia e a Itália, sendo menos frequente, mas também importante a presença de imigrantes islandeses na Espanha, na Holanda e na Irlanda), onde geralmente possuíam condições de vida um pouco mais dignas, chegando à riqueza em alguns casos.
A conquista da América enriqueceu muito o Império Islandês, que passou a investir mais na sua defesa, e o seu exército era em 1189 o mais numeroso de toda a Europa, embora pecasse com relação aos equipamentos de artilharia (à exceção dos temidos "pípulaga byssu", grandes canhões usados em navios para bombardear portos e áreas costeiras, os islandeses não produziam armas de fogo), e sua marinha era temida como nenhuma outra (os "fljugándi bát", barcos rápidos islandeses faziam dos enormes galeões europeus uma presa fácil, e só seriam ameaçados pelos navios incendiários gregos e italianos anos mais tarde). Os soldados islandeses são tidos como guerreiros furiosos, e sua infantaria de elite, formada principalmente por risastórs, é especialmente temida (geralmente armados com machados leves, típicos do exército islandês, e escudos circulares, os gigantes causaram horror aos exércitos que os enfrentaram na Irlanda e na Dinamarca, por seu tamanho, furor e forma de movimentação, e isso rendeu aos islandeses em geral a alcunha de "tenebrosos" entre os europeus).
Com seu tamanho extendido em várias vezes, o Império passou a buscar novos espaços e papéis na política européia, deixando sua condição "subalterna" perante a outras nações e buscando se afirmar de forma mais equilibrada em suas relações exteriores. Tais anseios do Império despertavam o alerta do Culto Neo-Europeu e das potências dominantes. Atos como a revisão dos acordos comerciais imposta por Dágur I em 1180 à Noruega preocupavam os dirigentes de Haia (que consideravam os islandeses um povo de fé fraca, que precisava ser guiado por seus vizinhos rumo à Redenção) e também os estados mais poderosos do norte europeu (sobretudo o reino norueguês). Os noruegueses eram alvo principal da antipatia dos islandeses, e, num momento de extremado sentimento de pertencimento a um Império e de zelo pela sua soberania, o conflito foi inevitável. O modesto Reino das Ilhas Faeroe, que foi em parte pivô da ruptura do regime de protetorado imposto pela Noruega, apareceria denovo com um papel fundamental, devido aos incidentes causados pela mais combatida das organizações criminosas da Islândia: A ÓVS, que tinha como segundo homem Erik Karlsen, o sobrinho e herdeiro do monarca faeroês. Detido pelas guardas imperiais nas proximidades de Keflávik, Karlsen foi levado a Vestmannaeyjar, sendo negada a sua extradição a Faeroe, onde ele certamente seria absolvido. A recusa foi entendida como uma afronta da Islândia à soberania do arquipélago, e o conscientemente fraco reino faeroês recorreu à Noruega, sua grande aliada, de quem dependia política e economicamente, impondo aos islandeses um rígido boicote comercial. Diferentemente de outrora, o golpe quase não foi sentido, e o imperador permaneceu irredutível na sua determinação de manter Karlsen preso. O estopim ocorreu finalmente no 11º dia do mês Ímpero de 1183, quando três naus da marinha faeroesa atacaram sem sucesso a ilha de Surtsey afim de libertar o príncipe herdeiro. Essa violação enfureceu Dágur I e precipitou o envolvimento do Império em sua primeira guerra contra um inimigo neo-europeu, e na primeira grande demonstração de poderio bélico da Islândia à Europa, conquistando Thorshávn em poucas horas e derrotando a esquadra norueguesa do orgulhoso Almirante Grønfjordening. O conflito da Islândia contra seus antigos protetores era mais do que iminente.
A expansão do Império Islandês já era de fato algo discutido mesmo antes de sua independência. Os acontecimentos do começo do século foram desastrosos: A queda do Reino em 1112 devido à irresponsabilidade do rei Eirikur I em fechar o porto de Reykjavík e sobretudo o terror ainda marcante representado pela brutal invasão do rei irlandês Owen II e seus seguidores em 1121, que resultou no estabelecimento da efêmera Nova Hibérnia, que quase obteve êxito na conquista da Islândia, sento detida apenas pelo intermédio bem-sucedido de Reykjavík junto à Noruega, que esmagou os invasores em Faxaflói (mês Cinzento do ano 1132), e resultou na imposição do Principado e da proteção norueguesa através do Tratado de Jørpeland, e anos mais tarde na vergonhosa derrota na Guerra da Escandinávia (1140-1142). Todos esses eventos, principalmente após 1158, com o pronunciamento de Ólafur Leynt no Alðing que deu início à estruturação do Primeiro Plano de Expansão do Império Islandês, fomentaram muito a idéia de que a Islândia não mais deveria ser uma ilha isolada e depender apenas do comércio nem sempre favorável com as nações da Europa. Ao mesmo tempo, havia um temor ainda maior de que devido ao seu isolamento e à sua pequena força militar, a Islândia ficasse novamente suscetível a invasões estrangeiras e a atentados contra a sua soberania. O Império Islandês deveria impor respeito mostrando seu poderio e sua grandeza a partir de extensos domínios. Esse expansionismo era olhado com reservas pelo imperador Sígur III, mas extremamente incentivado por seu herdeiro, o príncipe Dágur Sígursson. Com a morte de Sígur, e a coroação de Dágur I na segunda metade do ano de 1162, a expansão tornou-se uma prioridade imediata, e seu destino inicial seria submeter vassalos e agregar aliados entre as pouco povoadas e enfraquecidas nações da América do Norte.
Derrotando o fraco rei Yutke, da Groenlândia e firmando consistentes alianças com os povos conhecidos como "canadiens" (organizados em cidades independentes, sendo as mais importantes Montreal, Toronto e Ottawa), os islandeses subjugaram o Estado do Grande Saguenay (única ameaça relevante na região) e tornaram-se os grandes senhores do Canadá (em 1172, após a vitória islandesa sobre o Grande Saguenay em Tadoussac, o pacto de aliança torna-se um pacto de proteção, fazendo com que os canadiens se tornem súditos do imperador Dágur I). Comercialmente, essa primeira expansão possibilitou o contato dos islandeses com outros povos e a fundação de praças mercantes bastante lucrativas (Massachussets, Manhattan e Rhode, 1172; Illinois, Michigan e Niagara, 1173), o que gerou muito lucro principalmente para as poucas famílias de islandeses que se aventuravam à imensidão da América Islandesa (desde o Bók Byrja, livro escrito Íngólfur Eiðsson por volta do ano 520, e que continha lembranças narradas entre os islandeses que vinham desde o Tempo do Caos, temia-se as pestes que, acreditava-se, assolavam os americanos desde os anos do Opinberun), e que comercializavam produtos inexistentes na Islândia e, em grande parte das vezes, mesmo em toda a Europa. A qualidade de vida dos islandeses, contudo, não melhorou muito, e com o crescimento constante da população, muitas famílias emigravam, sobretudo do interior da ilha, rumo ao continente europeu (os principais destinos eram os países nórdicos, a Alemanha, a França, a Polônia e a Itália, sendo menos frequente, mas também importante a presença de imigrantes islandeses na Espanha, na Holanda e na Irlanda), onde geralmente possuíam condições de vida um pouco mais dignas, chegando à riqueza em alguns casos.
A conquista da América enriqueceu muito o Império Islandês, que passou a investir mais na sua defesa, e o seu exército era em 1189 o mais numeroso de toda a Europa, embora pecasse com relação aos equipamentos de artilharia (à exceção dos temidos "pípulaga byssu", grandes canhões usados em navios para bombardear portos e áreas costeiras, os islandeses não produziam armas de fogo), e sua marinha era temida como nenhuma outra (os "fljugándi bát", barcos rápidos islandeses faziam dos enormes galeões europeus uma presa fácil, e só seriam ameaçados pelos navios incendiários gregos e italianos anos mais tarde). Os soldados islandeses são tidos como guerreiros furiosos, e sua infantaria de elite, formada principalmente por risastórs, é especialmente temida (geralmente armados com machados leves, típicos do exército islandês, e escudos circulares, os gigantes causaram horror aos exércitos que os enfrentaram na Irlanda e na Dinamarca, por seu tamanho, furor e forma de movimentação, e isso rendeu aos islandeses em geral a alcunha de "tenebrosos" entre os europeus).
Com seu tamanho extendido em várias vezes, o Império passou a buscar novos espaços e papéis na política européia, deixando sua condição "subalterna" perante a outras nações e buscando se afirmar de forma mais equilibrada em suas relações exteriores. Tais anseios do Império despertavam o alerta do Culto Neo-Europeu e das potências dominantes. Atos como a revisão dos acordos comerciais imposta por Dágur I em 1180 à Noruega preocupavam os dirigentes de Haia (que consideravam os islandeses um povo de fé fraca, que precisava ser guiado por seus vizinhos rumo à Redenção) e também os estados mais poderosos do norte europeu (sobretudo o reino norueguês). Os noruegueses eram alvo principal da antipatia dos islandeses, e, num momento de extremado sentimento de pertencimento a um Império e de zelo pela sua soberania, o conflito foi inevitável. O modesto Reino das Ilhas Faeroe, que foi em parte pivô da ruptura do regime de protetorado imposto pela Noruega, apareceria denovo com um papel fundamental, devido aos incidentes causados pela mais combatida das organizações criminosas da Islândia: A ÓVS, que tinha como segundo homem Erik Karlsen, o sobrinho e herdeiro do monarca faeroês. Detido pelas guardas imperiais nas proximidades de Keflávik, Karlsen foi levado a Vestmannaeyjar, sendo negada a sua extradição a Faeroe, onde ele certamente seria absolvido. A recusa foi entendida como uma afronta da Islândia à soberania do arquipélago, e o conscientemente fraco reino faeroês recorreu à Noruega, sua grande aliada, de quem dependia política e economicamente, impondo aos islandeses um rígido boicote comercial. Diferentemente de outrora, o golpe quase não foi sentido, e o imperador permaneceu irredutível na sua determinação de manter Karlsen preso. O estopim ocorreu finalmente no 11º dia do mês Ímpero de 1183, quando três naus da marinha faeroesa atacaram sem sucesso a ilha de Surtsey afim de libertar o príncipe herdeiro. Essa violação enfureceu Dágur I e precipitou o envolvimento do Império em sua primeira guerra contra um inimigo neo-europeu, e na primeira grande demonstração de poderio bélico da Islândia à Europa, conquistando Thorshávn em poucas horas e derrotando a esquadra norueguesa do orgulhoso Almirante Grønfjordening. O conflito da Islândia contra seus antigos protetores era mais do que iminente.
quarta-feira, 23 de março de 2011
Islandeses
São um povo bastante numeroso, concentrados principalmente na sua remota ilha no Ártico e nas ilhotas próximas (Arquipélago de Vestmannaeyjar e ilha de Grímsey), e espalhados por diversos pontos do continente europeu, para onde emigram massivamente desde meados da década de 1170, em comunidades organizadas de colonos (sobretudo na França, na Espanha, na Polônia, na Suécia, na Dinamarca e na Alemanha). Há também um número relevante distribuído de forma irregular em praças comerciais e administrativas da Groenlândia e da América do Norte, e ainda um número reduzidíssimo no Havaí e quase insignificante atuando como mercadores nas costas asiáticas e sul-americanas ou em um remoto estabelecimento penitenciário na Austrália (que batizaram Baerinfjörður, ou o "Fiorde da Fazenda"). Ocupam-se aqueles 3 milhões que ainda habitam a Islândia de atividades agrícolas ou pesqueiras, havendo uma elite de nobres (Corte Imperial de Reykjavík) e políticos (Alðing, o Parlamento, sendo que muitos dos parlamentares também são nobres), de grandes comerciantes metropolitanos, latifundiários, banqueiros, altos militares e exploradores da caça da baleia. O crime organizado se faz presente através da atuação da entidade conhecida como ÓVS (Ókeypis Veiðimanna Samfélag: Sociedade de Caçadores Livres), ou simplesmente a "Máfia do Couro", que explora de forma ilegal o comércio baleeiro e conta com cerca de 2000 membros em território islandês e 1200 espalhados por outros pontos. Os cerca de 800 mil islandeses que habitam outros pontos da Europa sobrevivem majoritariamente das atividades comerciais, havendo entre eles alguns que se dedicam ao que chamam "nýlendutímanum búskap" (agricultura colonial) de larga escala, onde os produtos são vendidos apenas entre os islandeses evitando o pagamento de tributos a Estados europeus (prática proibida desde 1179 na Alemanha, de 1181 na França e na Dinamarca, de 1183 na Itália e na Holanda, de 1184 na Espanha, de 1186 na Polônia e na Hungria, de 1187 no Reino de Malta e de 1188 em Portugal), o que gera várias prisões e condenações dos imigrantes, e um isolamento social sistemático das colônias de islandeses com relação aos locais (fator já extremamente favorecido pelas divergências entre o culto de Haia, majoritário em toda a Europa Ocidental, e o recente culto de Reykjavík, criado em 1185, e do qual a grande maioria dos islandeses é signatário e devoto). É crescente entre os colonos islandeses a formação de violentas milícias que agem no intuito de proteger o povo islandês de abusos dos europeus. Os islandeses em geral não se enxergam como europeus. Com sua expansão política e a afirmação proselitista de sua nova religião, tornaram-se um povo muito belicoso, desenvolvendo um aparato militar bem particular e muito temido pelos povos da Europa. Fisicamente são um povo muito baixo e claro, tendo seus homens em média 1 metro e 53 de altura. A baixa estatura se deve ao longo tempo em que permaneceram habitando tocas e galerias subterrâneas durante os eventos cataclísmicos e os ciclos epidêmicos ocorridos nos séculos finais do Tempo do Caos e na maior parte do Tempo Negro, eventos aos quais denominam "Opinberun", ou "O Grande Fim". Há entre eles uma minoria significativa (cerca de 0,23%) aos quais chamam de "Risástór" (Gigantes), medindo em média 2 metros e 8 centímetros, e que se acredita descenderem daqueles islandeses que permaneceram habitando a superfície da ilha. A maioria dos Risástór é proveniente da área leste de Reykjavík, havendo também um número reduzido em Akureyri, Kópavogur e Háfnarfjörður. Costumam viver menos que outros islandeses, sucumbindo comumente a dificuldades ósseas e respiratórias antes de completarem 50 anos, e mais da metade deles costuma não apresentar pêlos no corpo. Por sua força física avantajada, grande parte dos homens é empregado no Exército Imperial Islandês, onde compõem uma divisão de elite muito temida. A respeito dos demais islandeses, costumam mesmo apresentar baixa estatura, sendo mais baixos os habitantes da região de Kópavogur, onde os homens apresentam em média 1,62 m, e não é raro encontrar alguns medindo por volta de 1 metro e meio, e os mais altos os habitantes das áreas setentrionais, de Húsavik e Akureyri, onde é comum encontrar homens de 1,70 m e às vezes mesmo de 1,80 m. Tanto homens quanto mulheres são na sua totalidade brancos, e majoritariamente louros, havendo também alguns ruivos, castanhos e uns poucos de cabelos negros, possuindo quase sempre olhos claros (na sua maioria azuis, havendo também alguns de olhos cinzentos, verdes e cor de mel), embora haja alguns que os tenham em tons escuros ou mesmo pretos. Por sua pele clara e pálida mesmo para os padrões nórdicos, são facilmente acometidos de doenças cutâneas (principalmente entre aqueles que migram para regiões quentes da Europa e da América, a incidência de sardas é muito grande), desde sardas leves até em alguns casos horríveis manchas apurpuradas na pele. O albinismo é uma doença comum e pode muitas vezes passar despercebido. Entre os islandeses, possuir cabelos escuros ou cacheados é considerado uma beleza rara, possuir olhos escuros também (embora os mais admirados ainda sejam os cinzentos). Os islandeses apreciam a pele de aparência mais rosada, e execram absolutamente tons cutâneos mais escuros (entre muitas comunidades de camponeses é comum a superstição de que o contato prolongado com indivíduos de pele mais morena pode causar horríveis manchas que se alastram por todo o corpo e só podem ser curadas com esfolamento da área afetada), tal tradição é tão difundida que veio a conhecimento de outros povos europeus em 1187, quando, em Glasgow, um certo comerciante espanhol chamado Raul Paredes foi trucidado por colonos após ter dormido com uma camponesa islandesa. Os islandeses costumam denominar os povos do sul da Europa de "svarta" (pretos), a sua presença nas aldeias é considerada um mau agouro, a maioria das moças islandesas os teme quase tanto quanto aos ursos e às serpentes, e a miscigenação com eles é considerada uma poluição do sangue passível de isolamento social.
As famílias islandesas são geralmente grandes e os casais costumam ter entre 3 e 5 filhos (sendo que a cada 12 islandeses nascidos, um morre antes de completar um ano), há um equilíbrio entre as populações feminina e masculina, sendo que a expectativa de vida de civis do sexo masculino na Islândia é de 59 anos nas áreas urbanas e 53 nas áreas rurais, enquanto as mulheres vivem em média 61 anos no campo e 68 na cidade. A riqueza é concentrada nas cidades, sobretudo em Reykjavík (detentora de 54% da riqueza da ilha), Háfnarfjörður (8%) e Akureyri (7,6%). Há altos indíces de pobreza, suicídio e fome entre as populações de camponeses do interior e entre aqueles que habitam os subúrbios sul e leste de Reykjavík (em grande porcentagem migrantes de outras partes da ilha). A religião islandesa é extremamente similar ao culto Neo-Europeu de Haia, diferenciando-se apenas na noção de que não o povo europeu, mas apenas os islandeses seriam os condutores da Grande Redenção. Comumente os islandeses denominam o Culto de Reykjavík como o "Bom Caminho", sendo um povo extremamente devoto, cuja crença exerce grande inflência sobre o dia-a-dia (pouquíssimas famílias continuam fiéis ao Culto de Haia, sofendo perseguição do Império, geralmente tendo seus praticantes punidos com a pena capital). Têm o hábito secular (muito similar ao visto em certas áreas do interior da Irlanda) de cremar seus mortos em buracos cavados no chão, e após um período de um ano plantarem sobre seus túmulos mudas de trigo ou centeio (o grão varia de acordo com a região), se alimentando dos grãos por elas produzidos em rituais de purificação. Essa prática, amplamente difundida principalmente por volta do ano 1100, é hoje comum apenas entre as elites rurais e nobiliarcas e entre algumas comunidades isoladas de camponeses.
Sua alimentação é baseada no consumo do pescado, sobretudo do salmão e do arenque. O bacalhau é um pescado mais destinado ao comércio do que propriamente ao consumo (com exceção das classes sociais mais abastadas), tendo sido por muito tempo a base econômica do Reino da Islândia (878-1112) e de alguns dos estados regionais que lhe procederam (1112-1133), sendo também um recurso muito explorado pelos noruegueses no período de dez anos do Protetorado (1133-1143). O pão de trigo também desempenha há séculos um papel fundamental na dieta do povo islandês, sendo o pão de centeio e de cevada um pouco mais caros. Consome-se vegetais como a beterraba e a batata, e também alguns outros gêneros que vêm sido inseridos com as novas tecnologias agrárias e variedades de culturas trazidas sobretudo da América. A carne ovina é a mais consumida, e seu rebanho é considerável devido às razoáveis áreas de pastagem, principalmente no sudoeste da ilha. Consome-se também, sobretudo entre os mais ricos, a carne de mamíferos marinhos como focas, baleias e leões marinhos, de peixes cartilaginosos como tubarões e de aves como os outrora menos abundantes papagaios-do-mar. A criação de animais como cães (uma raça de pêlos acinzentados, olhos claros e aparência semelhante à dos lobos, contanto um pouco menos robusta) e cavalos (a famosa raça islandesa possui um cavalgar confortável, é baixa, embora não cheguem a ser pôneis, de crina longa, e pelos lisos em volta dos cascos. São animais de luxo na Europa continental). Os islandeses possuem também o hábito frequente do consumo de bebida alcoólica, sendo a mais comum uma espécie de cerveja feita de mel, e mais elitizada a cerveja de cevada (tão popular em outros pontos da Europa).
A arquitetura dos islandeses é rústica e pesada, similar à de nações do "Mundo Nórdico". As casas mais simples costumam ser feitas de madeira pesada (grandes toras negras de uma enorme árvore conhecida como "dökkumviði" que, diz-se, não existia na ilha antes dos últimos séculos do Tempo Negro, e que agora é encontrada em grande parte da ilha, sobretudo em florestas na região de Hallormsstaður, no leste islandês) ou de pesados blocos encaixados de pedra (muitas vezes talhados de forma bem irregular), escavadas em grandes encostas como tocas. Nessas habitações, as paredes costumam ser bem grossas e revestidas com peles de animais, para que se suporte o rigoroso inverno na ilha. as janelas não costumam ser grandes e possuem geralmente um formato circular (é raro encontrar qualquer casa que conte com mais de duas janelas, sendo que a maioria possui uma única). As portas costumam ser pequenas (tendo por volta de 1,80 m, quando a altura das casas dificilmente passa de 2,3 m) e semicirculares, abrindo-se geralmente para fora. Todos os lares islandeses possuem poços artesianos cavados na terra e construídos com pedras, nas áreas rurais e de aldeias mais pobres, o uso desses poços é coletivo. As casas não costumam ser divididas em cômodos, sendo exceção um biombo de madeira (skítiðherbergi), geralmente no canto oposto ao da janela, onde se guardam os baldes usados para as necessidades fisiológicas. Geralmente as moradias possuem um bom espaço livre, sendo iluminadas e aquecidas por grandes lareiras, que têm também a função de cozinhar os alimentos. O hábito comum entre as famílias de islandeses, em todas as classes, é reunir-se diariamente em torno da lareira por volta do pôr-do-sol e orar pela limpeza de seus espíritos e pela redenção da humanidade (isso era comum tanto nos tempos de submissão a Haia, quanto após a emancipação do Culto de Reykjavík), dirigindo suas preces àqueles que foram salvos no Opinberun e ao Forfeðranna, grande entidade reencarnada que é basicamente o Ancestral do Culto Neo-Europeu, com a sutil diferença de que os islandeses acreditam que ele não nasceu na chamada Terra-do-Meio, mas sim em uma região da Islândia ocidental conhecida como Gullfoss (as quedas de ouro, que são centro de peregrinações vindas de todas as partes da ilha, pois se crê que suas águas redimem eternamente o espírito garantindo a Redenção), saído das águas em uma época em que não havia homens caminhando sobre a ilha, e assim levado por uma estrela para a Terra-do-Meio, onde foi morto, e pelo fato do seu culto ter sido dominado pelos europeus do continente, e nunca mais por um filho da Islândia, a humanidade se degenerou. O sangue do Forfeðranna, porém, teria sobrevivido em um irmão seu de sangue que se estabeleceu na Irlanda anos mais tarde, e cujos os descendentes foram os primeiros homens a se estabelecer nas terras islandesas. Dá-se o título de "hreinlífur" (virtuoso) a cada um daqueles descendentes do Forfeðranna, e acredita-se que ele voltará reencarnado à sua terra como um rei eterno dos islandeses, que conduzirá enfim seu povo e todos os homens à Redenção. Apesar das rupturas, os islandeses preservaram o calendário de Haia, suas eras, seus meses e semana de 7 dias. Os feriados guardados pelos islandeses são cinco: O Eldingar Dag (Dia Luminoso), comemorando a recolonização da ilha no primeiro dia de inverno, o Keisari Dag (Dia do Imperador), comemorando o dia da declaração de Reykjavík, que pôs fim ao protetorado norueguês (14º dia do mês Oscúreo), o Konungs Dag (Dia do Rei, 18º dia do mês Real), em honra à vitória de Sígur I no Eyjafjallajökull no ano 896 do Tempo Azul, o Dýrð Dag (Dia da Glória) celebra ao 27º dia do mês Cinzento a suposta data do nascimento do Forfeðranna, e o Blóðug Dag, comemorado na terceira lua do outono, que relembra o seu sacrifício (nesse dia os islandeses costumam jejuar e jogar moedas ao mar como oferenda).
Os islandeses possuem duas moedas que circulam desde a época do Reino: O silfurmynt (moeda que vale 1/6 do florim de Haia, anteriormente cunhada com a prata comprada de distribuidores irlandeses, e depois noruegueses, mas a partir 1145 cunhada com ferro islandês, e desde 1173 com prata trazida da América) e o gullimynt (moeda cunhada desde 1173 com ouro americano, no valor de 1/3 do florim haiano). As grandes finanças islandesas se concentram no Keisaribanka, havendo vários bancos particulares, inclusive entre as colônias de imigrantes na Europa.
Os islandeses possuem duas moedas que circulam desde a época do Reino: O silfurmynt (moeda que vale 1/6 do florim de Haia, anteriormente cunhada com a prata comprada de distribuidores irlandeses, e depois noruegueses, mas a partir 1145 cunhada com ferro islandês, e desde 1173 com prata trazida da América) e o gullimynt (moeda cunhada desde 1173 com ouro americano, no valor de 1/3 do florim haiano). As grandes finanças islandesas se concentram no Keisaribanka, havendo vários bancos particulares, inclusive entre as colônias de imigrantes na Europa.
A língua islandesa é uma das mais antigas, e talvez a mais antiga de todo o mundo tal como se fala nos dias de hoje, sofrendo alterações praticamente irrelevantes através dos séculos, em parte devido ao isolamento da ilha, em parte ao fato de a esmagadora maioria dos islandeses dominar as letras desde muito cedo. Podemos observar apenas pequenas diferenças entre sotaques dos islandeses do sudoeste (Reykjavík e adjacências, de fala mais mansa) e os do norte (sobretudo Akureyri, com um som mais vibrante). A escrita islandesa é praticamente a mesma dos países da Europa, contando apenas com alguns caracteres a mais como o ð (eth), o þ (thórn) e o æ (ai). A fonologia do idioma é bem fechada, sendo a única vogal aberta a letra a. Gramaticalmente, a língua se assemelha às línguas faladas no norte e centro da Europa em épocas mesmo anteriores ao Tempo Amarelo, possuindo três gêneros (masculino, feminino e neutro), e quatro casos nominais (Nominativo, Dativo, Acusativo e Genitivo), havendo os verbos "fracos" (terminados em vogal na terceira pessoa) e "fortes" (terminados em consoante também na terceira pessoa). O presente e o pretérito para o indicativo e o subjuntivo, são bem simples, sendo que para outras divisões temporais são necessários verbos auxiliares, como hafa (ter) e vera (ser).
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