quarta-feira, 23 de março de 2011

Islandeses

 São um povo bastante numeroso, concentrados principalmente na sua remota ilha no Ártico e nas ilhotas próximas (Arquipélago de Vestmannaeyjar e ilha de Grímsey), e espalhados por diversos pontos do continente europeu, para onde emigram massivamente desde meados da década de 1170, em comunidades organizadas de colonos (sobretudo na França, na Espanha, na Polônia, na Suécia, na Dinamarca e na Alemanha). Há também um número relevante distribuído de forma irregular em praças comerciais e administrativas da Groenlândia e da América do Norte, e ainda um número reduzidíssimo no Havaí e quase insignificante atuando como mercadores nas costas asiáticas e sul-americanas ou em um remoto estabelecimento penitenciário na Austrália (que batizaram Baerinfjörður, ou o "Fiorde da Fazenda"). Ocupam-se aqueles 3 milhões que ainda habitam a Islândia de atividades agrícolas ou pesqueiras, havendo uma elite de nobres (Corte Imperial de Reykjavík) e políticos (Alðing, o Parlamento, sendo que muitos dos parlamentares também são nobres), de grandes comerciantes metropolitanos, latifundiários, banqueiros, altos militares e exploradores da caça da baleia. O crime organizado se faz presente através da atuação da entidade conhecida como ÓVS (Ókeypis Veiðimanna Samfélag: Sociedade de Caçadores Livres), ou simplesmente a "Máfia do Couro", que explora de forma ilegal o comércio baleeiro e conta com cerca de 2000 membros em território islandês e 1200 espalhados por outros pontos. Os cerca de 800 mil islandeses que habitam outros pontos da Europa sobrevivem majoritariamente das atividades comerciais, havendo entre eles alguns que se dedicam ao que chamam "nýlendutímanum búskap" (agricultura colonial) de larga escala, onde os produtos são vendidos apenas entre os islandeses evitando o pagamento de tributos a Estados europeus (prática proibida desde 1179 na Alemanha, de 1181 na França e na Dinamarca, de 1183 na Itália e na Holanda, de 1184 na Espanha, de 1186 na Polônia e na Hungria, de 1187 no Reino de Malta e de 1188 em Portugal), o que gera várias prisões e condenações dos imigrantes, e um isolamento social sistemático das colônias de islandeses com relação aos locais (fator já extremamente favorecido pelas divergências entre o culto de Haia, majoritário em toda a Europa Ocidental, e o recente culto de Reykjavík, criado em 1185, e do qual a grande maioria dos islandeses é signatário e devoto). É crescente entre os colonos islandeses a formação de violentas milícias que agem no intuito de proteger o povo islandês de abusos dos europeus. Os islandeses em geral não se enxergam como europeus. Com sua expansão política e a afirmação proselitista de sua nova religião, tornaram-se um povo muito belicoso, desenvolvendo um aparato militar bem particular e muito temido pelos povos da Europa. Fisicamente são um povo muito baixo e claro, tendo seus homens em média 1 metro e 53 de altura. A baixa estatura se deve ao longo tempo em que permaneceram habitando tocas e galerias subterrâneas durante os eventos cataclísmicos e os ciclos epidêmicos ocorridos nos séculos finais do Tempo do Caos e na maior parte do Tempo Negro, eventos aos quais denominam "Opinberun", ou "O Grande Fim". Há entre eles uma minoria significativa (cerca de 0,23%) aos quais chamam de "Risástór" (Gigantes), medindo em média 2 metros e 8 centímetros, e que se acredita descenderem daqueles islandeses que permaneceram habitando a superfície da ilha. A maioria dos Risástór é proveniente da área leste de Reykjavík, havendo também um número reduzido em Akureyri, Kópavogur e Háfnarfjörður. Costumam viver menos que outros islandeses, sucumbindo comumente a dificuldades ósseas e respiratórias antes de completarem 50 anos, e mais da metade deles costuma não apresentar pêlos no corpo. Por sua força física avantajada, grande parte dos homens é empregado no Exército Imperial Islandês, onde compõem uma divisão de elite muito temida. A respeito dos demais islandeses, costumam mesmo apresentar baixa estatura, sendo mais baixos os habitantes da região de Kópavogur, onde os homens apresentam em média 1,62 m, e não é raro encontrar alguns medindo por volta de 1 metro e meio, e os mais altos os habitantes das áreas setentrionais, de Húsavik e Akureyri, onde é comum encontrar homens de 1,70 m e às vezes mesmo de 1,80 m. Tanto homens quanto mulheres são na sua totalidade brancos, e majoritariamente louros, havendo também alguns ruivos, castanhos e uns poucos de cabelos negros, possuindo quase sempre olhos claros (na sua maioria azuis, havendo também alguns de olhos cinzentos, verdes e cor de mel), embora haja alguns que os tenham em tons escuros ou mesmo pretos. Por sua pele clara e pálida mesmo para os padrões nórdicos, são facilmente acometidos de doenças cutâneas (principalmente entre aqueles que migram para regiões quentes da Europa e da América, a incidência de sardas é muito grande), desde sardas leves até em alguns casos horríveis manchas apurpuradas na pele. O albinismo é uma doença comum e pode muitas vezes passar despercebido. Entre os islandeses, possuir cabelos escuros ou cacheados é considerado uma beleza rara, possuir olhos escuros também (embora os mais admirados ainda sejam os cinzentos). Os islandeses apreciam a pele de aparência mais rosada, e execram absolutamente tons cutâneos mais escuros (entre muitas comunidades de camponeses é comum a superstição de que o contato prolongado com indivíduos de pele mais morena pode causar horríveis manchas que se alastram por todo o corpo e só podem ser curadas com esfolamento da área afetada), tal tradição é tão difundida que veio a conhecimento de outros povos europeus em 1187, quando, em Glasgow, um certo comerciante espanhol chamado Raul Paredes foi trucidado por colonos após ter dormido com uma camponesa islandesa. Os islandeses costumam denominar os povos do sul da Europa de "svarta" (pretos), a sua presença nas aldeias é considerada um mau agouro, a maioria das moças islandesas os teme quase tanto quanto aos ursos e às serpentes, e a miscigenação com eles é considerada uma poluição do sangue passível de isolamento social.
 As famílias islandesas são geralmente grandes e os casais costumam ter entre 3 e 5 filhos (sendo que a cada 12 islandeses nascidos, um morre antes de completar um ano), há um equilíbrio entre as populações feminina e masculina, sendo que a expectativa de vida de civis do sexo masculino na Islândia é de 59 anos nas áreas urbanas e 53 nas áreas rurais, enquanto as mulheres vivem em média 61 anos no campo e 68 na cidade. A riqueza é concentrada nas cidades, sobretudo em Reykjavík (detentora de 54% da riqueza da ilha), Háfnarfjörður (8%) e Akureyri (7,6%). Há altos indíces de pobreza, suicídio e fome entre as populações de camponeses do interior e entre aqueles que habitam os subúrbios sul e leste de Reykjavík (em grande porcentagem migrantes de outras partes da ilha). A religião islandesa é extremamente similar ao culto Neo-Europeu de Haia, diferenciando-se apenas na noção de que não o povo europeu, mas apenas os islandeses seriam os condutores da Grande Redenção. Comumente os islandeses denominam o Culto de Reykjavík como o "Bom Caminho", sendo um povo extremamente devoto, cuja crença exerce grande inflência sobre o dia-a-dia (pouquíssimas famílias continuam fiéis ao Culto de Haia, sofendo perseguição do Império, geralmente tendo seus praticantes punidos com a pena capital). Têm o hábito secular (muito similar ao visto em certas áreas do interior da Irlanda) de cremar seus mortos em buracos cavados no chão, e após um período de um ano plantarem sobre seus túmulos mudas de trigo ou centeio (o grão varia de acordo com a região), se alimentando dos grãos por elas produzidos em rituais de purificação. Essa prática, amplamente difundida principalmente por volta do ano 1100, é hoje comum apenas entre as elites rurais e nobiliarcas e entre algumas comunidades isoladas de camponeses. 
 Sua alimentação é baseada no consumo do pescado, sobretudo do salmão e do arenque. O bacalhau é um pescado mais destinado ao comércio do que propriamente ao consumo (com exceção das classes sociais mais abastadas), tendo sido por muito tempo a base econômica do Reino da Islândia (878-1112) e de alguns dos estados regionais que lhe procederam (1112-1133), sendo também um recurso muito explorado pelos noruegueses no período de dez anos do Protetorado (1133-1143). O pão de trigo também desempenha há séculos um papel fundamental na dieta do povo islandês, sendo o pão de centeio e de cevada um pouco mais caros. Consome-se vegetais como a beterraba e a batata, e também alguns outros gêneros que vêm sido inseridos com as novas tecnologias agrárias e variedades de culturas trazidas sobretudo da América. A carne ovina é a mais consumida, e seu rebanho é considerável devido às razoáveis áreas de pastagem, principalmente no sudoeste da ilha. Consome-se também, sobretudo entre os mais ricos, a carne de mamíferos marinhos como focas, baleias e leões marinhos, de peixes cartilaginosos como tubarões e de aves como os outrora menos abundantes papagaios-do-mar. A criação de animais como cães (uma raça de pêlos acinzentados, olhos claros e aparência semelhante à dos lobos, contanto um pouco menos robusta) e cavalos (a famosa raça islandesa possui um cavalgar confortável, é baixa, embora não cheguem a ser pôneis, de crina longa, e pelos lisos em volta dos cascos. São animais de luxo na Europa continental). Os islandeses possuem também o hábito frequente do consumo de bebida alcoólica, sendo a mais comum uma espécie de cerveja feita de mel, e mais elitizada a cerveja de cevada (tão popular em outros pontos da Europa).
 A arquitetura dos islandeses é rústica e pesada, similar à de nações do "Mundo Nórdico". As casas mais simples costumam ser feitas de madeira pesada (grandes toras negras de uma enorme árvore conhecida como "dökkumviði" que, diz-se, não existia na ilha antes dos últimos séculos do Tempo Negro, e que agora é encontrada em grande parte da ilha, sobretudo em florestas na região de Hallormsstaður, no leste islandês) ou de pesados blocos encaixados de pedra (muitas vezes talhados de forma bem irregular), escavadas em grandes encostas como tocas. Nessas habitações, as paredes costumam ser bem grossas e revestidas com peles de animais, para que se suporte o rigoroso inverno na ilha. as janelas não costumam ser grandes e possuem geralmente um formato circular (é raro encontrar qualquer casa que conte com mais de duas janelas, sendo que a maioria possui uma única). As portas costumam ser pequenas (tendo por volta de 1,80 m, quando a altura das casas dificilmente passa de 2,3 m) e semicirculares, abrindo-se geralmente para fora. Todos os lares islandeses possuem poços artesianos cavados na terra e construídos com pedras, nas áreas rurais e de aldeias mais pobres, o uso desses poços é coletivo. As casas não costumam ser divididas em cômodos, sendo exceção um biombo de madeira (skítiðherbergi), geralmente no canto oposto ao da janela, onde se guardam os baldes usados para as necessidades fisiológicas. Geralmente as moradias possuem um bom espaço livre, sendo iluminadas e aquecidas por grandes lareiras, que têm também a função de cozinhar os alimentos. O hábito comum entre as famílias de islandeses, em todas as classes, é reunir-se diariamente em torno da lareira por volta do pôr-do-sol e orar pela limpeza de seus espíritos e pela redenção da humanidade (isso era comum tanto nos tempos de submissão a Haia, quanto após a emancipação do Culto de Reykjavík), dirigindo suas preces àqueles que foram salvos no Opinberun e ao Forfeðranna, grande entidade reencarnada que é basicamente o Ancestral do Culto Neo-Europeu, com a sutil diferença de que os islandeses acreditam que ele não nasceu na chamada Terra-do-Meio, mas sim em uma região da Islândia ocidental conhecida como Gullfoss (as quedas de ouro, que são centro de peregrinações vindas de todas as partes da ilha, pois se crê que suas águas redimem eternamente o espírito garantindo a Redenção), saído das águas em uma época em que não havia homens caminhando sobre a ilha, e assim levado por uma estrela para a Terra-do-Meio, onde foi morto, e pelo fato do seu culto ter sido dominado pelos europeus do continente, e nunca mais por um filho da Islândia, a humanidade se degenerou. O sangue do Forfeðranna, porém, teria sobrevivido em um irmão seu de sangue que se estabeleceu na Irlanda anos mais tarde, e cujos os descendentes foram os primeiros homens a se estabelecer nas terras islandesas. Dá-se o título de "hreinlífur" (virtuoso) a cada um daqueles descendentes do Forfeðranna, e acredita-se que ele voltará reencarnado à sua terra como um rei eterno dos islandeses, que conduzirá enfim seu povo e todos os homens à Redenção. Apesar das rupturas, os islandeses preservaram o calendário de Haia, suas eras, seus meses e semana de 7 dias. Os feriados guardados pelos islandeses são cinco: O Eldingar Dag (Dia Luminoso), comemorando a recolonização da ilha no primeiro dia de inverno, o Keisari Dag (Dia do Imperador), comemorando o dia da declaração de Reykjavík, que pôs fim ao protetorado norueguês (14º dia do mês Oscúreo), o Konungs Dag (Dia do Rei, 18º dia do mês Real), em honra à vitória de Sígur I no Eyjafjallajökull no ano 896 do Tempo Azul, o Dýrð Dag (Dia da Glória) celebra ao 27º dia do mês Cinzento a suposta data do nascimento do Forfeðranna, e o Blóðug Dag, comemorado na terceira lua do outono, que relembra o seu sacrifício (nesse dia os islandeses costumam jejuar e jogar moedas ao mar como oferenda).
 Os islandeses possuem duas moedas que circulam desde a época do Reino: O silfurmynt (moeda que vale 1/6 do florim de Haia, anteriormente cunhada com a prata comprada de distribuidores irlandeses, e depois noruegueses, mas a partir 1145 cunhada com ferro islandês, e desde 1173 com prata trazida da América) e o gullimynt (moeda cunhada desde 1173 com ouro americano, no valor de 1/3 do florim haiano). As grandes finanças islandesas se concentram no Keisaribanka, havendo vários bancos particulares, inclusive entre as colônias de imigrantes na Europa.
 A língua islandesa é uma das mais antigas, e talvez a mais antiga de todo o mundo tal como se fala nos dias de hoje, sofrendo alterações praticamente irrelevantes através dos séculos, em parte devido ao isolamento da ilha, em parte ao fato de a esmagadora maioria dos islandeses dominar as letras desde muito cedo. Podemos observar apenas pequenas diferenças entre sotaques dos islandeses do sudoeste (Reykjavík e adjacências, de fala mais mansa) e os do norte (sobretudo Akureyri, com um som mais vibrante). A escrita islandesa é praticamente a mesma dos países da Europa, contando apenas com alguns caracteres a mais como o ð (eth), o þ (thórn) e o æ (ai). A fonologia do idioma é bem fechada, sendo a única vogal aberta a letra a. Gramaticalmente, a língua se assemelha às línguas faladas no norte e centro da Europa em épocas mesmo anteriores ao Tempo Amarelo, possuindo três gêneros (masculino, feminino e neutro), e quatro casos nominais (Nominativo, Dativo, Acusativo e Genitivo), havendo os verbos "fracos" (terminados em vogal na terceira pessoa) e "fortes" (terminados em consoante também na terceira pessoa). O presente e o pretérito para o indicativo e o subjuntivo, são bem simples, sendo que para outras divisões temporais são necessários verbos auxiliares, como hafa (ter) e vera (ser).

Um comentário:

  1. Gostei, gostei; principalmente da parte da arquitetura!

    crítica: Deixe o fundo do blog meio bege e a letra marrom/açaí; assim tá meio tenso pra ler. #teoriadacor

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